Quem chega ao DF descobre o sistema de ônibus por tentativa e erro, e quase sempre pela conta do fim do mês.
A pergunta que aparece na busca é sempre a mesma, em três formatos: quanto tempo dura a integração, quantas conduções cabem nela e quanto sai a ida e a volta. As três têm resposta objetiva, publicada pela própria Secretaria de Transporte e Mobilidade, e nenhuma delas está escrita no ponto de ônibus.
01 As três horas contam da primeira validação, não do momento da conexão
O modelo de transporte do DF é tronco alimentado, com integração tarifária de validade temporal de até três horas. Linhas alimentadoras conectam as Regiões Administrativas a linhas troncais, que funcionam como corredores.
Na prática isso quer dizer que o relógio começa quando você encosta o cartão pela primeira vez. A espera do segundo ônibus está dentro da janela, o engarrafamento também, e a baldeação no metrô igualmente. Três horas é folgado para a maioria dos trajetos, e fica apertado justamente em quem mora no entorno e depende de duas conexões.
Dois detalhes que evitam susto: o benefício é para até três linhas, e elas precisam estar no mesmo sentido. Quem faz uma parada intermediária para resolver alguma coisa e retoma o trajeto no rumo contrário não está mais integrando, está começando outra viagem.
02 Quanto custa cada tipo de linha, e por que a integração é sempre R$ 5,50
As tarifas vigentes do sistema são estas:
| Modalidade | Tarifa | Quando se aplica |
|---|---|---|
| Ônibus circular | R$ 2,70 | Linhas circulares dentro da mesma região administrativa. |
| Ônibus entre regiões | R$ 3,80 | Linhas que ligam regiões administrativas. |
| Ônibus de longa distância | R$ 5,50 | Viagens longas e também a integração. |
| Metrô | R$ 5,50 | Qualquer viagem, independentemente da distância. |
A integração cobra, no máximo, a quantia correspondente à maior tarifa do sistema, que hoje é R$ 5,50. Ou seja, ela não soma passagens: ela põe um teto no trajeto.
É por isso que a conta muda de figura conforme o seu percurso. Quem faz um circular de R$ 2,70 e para por aí não tem o que integrar. Quem sai de uma cidade, pega um alimentador e emenda no metrô paga uma vez R$ 5,50 em vez de dois embarques cheios.
03 A conta que interessa é a do dia útil, e ela tem duas integrações
Como a regra é "mesmo sentido", a volta é sempre uma viagem nova. Então o dia útil de quem depende de duas conduções por trecho custa duas integrações, e não uma.
No teto, isso dá R$ 11,00 por dia. Em um mês com 22 dias úteis, R$ 242,00 por pessoa. Vale fazer essa conta antes de assinar contrato de aluguel longe do trabalho, porque ela é fixa e some do orçamento com facilidade, ao contrário do aluguel, que ninguém esquece.
Se a sua ida é feita só de circular, o mesmo mês cai para perto de R$ 118,80. A diferença entre morar dentro da região onde você trabalha e depender de conexão aparece inteira aqui.
04 Em dinheiro não existe integração, e esse é o erro caro do primeiro mês
Para usufruir da integração é necessário usar o Bilhete Único, nas versões Brasília Cidadã e Cartão Cidadão, ou o cartão Vale Transporte emitido pelo Banco de Brasília. A integração não funciona com pagamento em dinheiro.
Quem acabou de chegar costuma passar semanas pagando em espécie enquanto resolve o cartão, e nesse período cada embarque é cobrado cheio. Duas conduções por trecho viram quatro passagens integrais por dia. Resolver o cartão é a primeira economia disponível para quem usa ônibus na cidade, e ela não depende de mudar de bairro nem de horário.
Vale saber também que a integração pode ser feita em qualquer parada de ônibus, terminal rodoviário ou estação do metrô, e vale para ônibus urbano, rural e metrô.
05 Quando a integração não acontece
Acontece de o desconto não entrar. O caminho oficial é levar o cartão a um posto de bilhetagem do BRB para que seja feita a leitura. Confirmada a cobrança indevida, dá para pedir reembolso pelo telefone 162, pela ouvidoria do GDF na internet ou presencialmente na ouvidoria da Semob, no Anexo do Palácio do Buriti.
Guardar o horário e a linha dos dois embarques ajuda, porque a leitura do cartão é o que sustenta o pedido. Para conferir linha, itinerário e horário antes de sair de casa, a Semob mantém o sistema DF no Ponto.
Esta página descreve as regras publicadas pela Secretaria de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal e não substitui a informação oficial para o seu caso, que pode mudar quando as tarifas forem revistas.
06 Perguntas frequentes
Quanto tempo dura a integração de ônibus no DF?
A integração tarifária tem validade temporal de até três horas. Dentro desse intervalo dá para usar até três linhas no mesmo sentido pagando só o valor da tarifa de integração. O prazo começa a contar no primeiro embarque, então a espera pela conexão entra no tempo.
Quanto custa a integração de ônibus e metrô no DF?
A integração cobra no máximo, pelo trajeto, o valor da maior tarifa do sistema, hoje R$ 5,50. As tarifas vigentes são de R$ 2,70 nas circulares dentro da região administrativa, R$ 3,80 nas linhas que ligam regiões administrativas e R$ 5,50 nas viagens de longa distância e na integração. No metrô, qualquer viagem custa R$ 5,50.
A volta para casa entra na mesma integração?
Não. O benefício vale para até três linhas no mesmo sentido, ou seja, para a ida. A volta é um trajeto novo e abre uma integração própria. Por isso o dia útil custa duas integrações.
Dá para integrar pagando em dinheiro?
Não. É necessário usar o Bilhete Único, nas versões Brasília Cidadã e Cartão Cidadão, ou o cartão Vale Transporte do BRB. A integração não funciona com pagamento em dinheiro, e quem paga em espécie paga cada embarque cheio.
Todas as linhas são integradas?
Sim. A integração pode ser feita em qualquer parada de ônibus, terminal rodoviário ou estação do metrô, em ônibus urbano, rural e no metrô.
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